quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Continuação sobre o BOXE

O BOXE E A SOCIEDADE

Por muitos anos o boxe foi discriminado pela sociedade, por ser esporte de negros, onde o preconceito era muito, por trabalhar apenas com pessoas de classe baixa, geralmente nos bairros periféricos. Era um esporte marginalizado pelas classes superiores, por imaginarem que o boxe era esporte de pobre.
Muitas discussões foram geradas acerca do assunto, muitas polêmicas, estudos sendo realizados para saber o motivo dessa barreira preconceituosa que havia em um esporte que atrai milhares de torcedores sem distinção de cor, raça ou credo.
A mudança não aconteceu da noite para o dia, foi uma mudança gradativa, conflituosa, os mais radicais não admitiam ceder o apelo de querer se misturar com negros, com “marginais” em um esporte de lutas.
Com o passar do tempo, a sociedade foi percebendo o erro que havia cometido no início, muitos que criticaram anteriormente, começaram a apoiar o boxe de maneira significativa, patrocínios, eventos que ocorriam tudo por conta de grandes investidores para que o boxe se difundisse pelo mundo.
Atualmente a sociedade aceitou o boxe fazendo com que todos possam participar de maneira igualitária. Do garoto da periferia ao garoto do bairro mais nobre da cidade, todos praticando o boxe no mesmo local: a academia seja através de projetos sociais e/ou pagando mensalidades.
Outro fator a ser destacado no âmbito do boxe é a inserção da ala feminina na modalidade, muitas mulheres participando ativamente desse esporte, procurando as academias para praticarem regulamente. Ao invés de procurarem academias para fazerem musculação ou ginástica, elas estão optando por aulas de boxe.
Um grande exemplo é o que ocorre na academia Ulisses Pereira, localizada em Belém do Pará, uma das academias mais conceituadas em boxe na América Latina. Muitas pessoas diferentemente de classe social freqüentam a fim de aprender o boxe, até por questão física e por gostar do esporte. Além disso, há também o treinamento de alguns atletas olímpicos como Mike Ribeiro, que participou de duas Olimpíadas e esteve presente ano de 2008 nas Olimpíadas na China e Glaucélio Abreu que também já participou de uma Olimpíada em 2004 nas Atenas.
Percebe-se que a sociedade gradativamente vem mudando seus conceitos em relação algumas modalidades, principalmente os de Lutas, aonde são esclarecidos que esses esportes não são violentos, não induzem o praticante a violência, a criminalidade, pelo contrário, além de servir como bem estar para a saúde, o boxe passa disciplina a seus praticantes, excluindo a idéia antiga de que o boxe foi feito para marginais.

CONCLUSÃO

Após todo conhecimento aqui transmitido, e inegável a importância do boxe no decorrer da história e na vida do ser humano, como atividade física. Uma luta que não se limita em força física e regras, mais busca formar conceitos e destruir preconceitos.
Com a valorização do boxe no tanto no contexto internacional quanto nacional, deixa-se de lado a idéia construída que o boxe é esporte para pessoas pobres e marginais, a inserção da população de todas as camadas sociais aumenta cada vez mais, em virtude da valorização da atividade ter em virtude do sucesso do Brasil, como país formador d grandes atletas de alto rendimento no decorrer da história do boxe e principalmente no hoje.
É importante destacar que o boxe no Brasil tem crescido a cada dia e preconceitos existentes no passado não se sustentam mais. Porém, o acesso a bibliografias que trabalham o boxe como atividade física tanto esportiva-recreativa, alto rendimento quanto escolar-recreativa, ainda se encontra pouco inserida no meio acadêmico e popular. É necessário um melhor acesso ao conhecimento do boxe, pois essa é a base para que possa aumentar o campo de atuação do boxe no cotidiano, valorizando cada vez mais e inserindo cada vez mais em todos os campos da Educação Física, principalmente nas escolas, que praticamente não existe, a execução de tal atividade.
Trabalhar o boxe com os alunos nas escolas, academias, clubes, e projetos é estar utilizando outro mecanismo profissional importante para o professor de Educação Física, construindo o indivíduo no aspecto bio-psico-social, ou seja, vivenciando outros movimentos, trabalhando a coordenação motora, proporcionando prazer e diversão, trabalhando sentimentos como raiva e respeito, além de estreitar relações sociais entre os alunos.
Desse modo, deixa-se claro a importância de tal atividade se vivenciada principalmente na formação de cada indivíduo, e isso se dar fundamentalmente na escola, logo a busca cada vez maior do boxe no contexto escolar, e assim também construindo o futuro na formação de excelentes atletas de alto rendimento representando o nosso país nesta modalidade.

Um comentário:

  1. MUito bom post Cadu sou prof.de Boxe em Ribeirão Preto-SP e estudante de ed.Fisica !!!Gostaria de saber se poderia solicitar algumas das referencias que utilizou no post??

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